quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carta à um grande amor


   Minha vida sem você era perfeitamente normal. Vivia todos os meus dias com a plena certeza de que estava completa. Era tudo confortável, preciso, tudo estava em seu devido lugar.
    Então você apareceu, e de repente tudo mudou. As coisas não estavam mais certas, nada parecia se encaixar. Estava acontecendo uma revolução em mim. Se fosse uma música, eu diria que minha vida passou a ter uma nova melodia. E eu a cantaria para sempre desde que você estivesse presente nela.
    Mas então tudo acabou... e de novo tudo mudou, não como antes, mas de uma forma extremamente dolorosa. Eu, que sempre me senti tão completa, agora me sentia completamente vazia. Faltava algo, faltava você. E eu me perguntava: “como era possível aquilo se, durante todo o período da minha vida do qual você não fez parte, eu vivia perfeitamente bem?”
    A resposta era bem simples: antes de você, minha vida era uma eterna noite cujos únicos pontos de luz vinham das estrelas e da lua. E era bom olhar para elas, ser iluminada por seus raios frios e pensar que as coisas eram belas daquele jeito, que nada precisaria ser mudado. Mas então você surgiu como o sol, transformando minha noite em dia com a sua luz, com o seu calor. Chegou manso e sereno como o amanhecer e logo já estava á pino queimando, fazendo meu coração arder sem sentir.
   Não se pode sentir falta do sol quando se vive toda a vida na escuridão. Mas a partir do primeiro momento em que a noite se transforma em dia, o astro-rei torna-se vital. Quando você se foi, tal qual um triste crepúsculo, a noite tão fria, e antes tão bela, não me parecia a mesma. Faltava a luz que vinha dos seus olhos, o calor dos seus beijos, do seu abraço... faltava você na minha vida.
   Vida essa que seguiu sem você. Houve noites longas, chuvosas, sem estrelas, sem lua... mas que aos poucos passaram a pertencer ao passado. E de repente, tudo começou a clarear.
   Hoje minha vida é um dia mormacento. Não há mais escuridão nem frio, mas o sol ainda é oculto pelas nuvens. E eu intimamente sonho com o dia em que ele irá ressurgir em um belíssimo dia com todo o seu brilho, sua vida. E de novo irá me aquecer, me iluminar me fazer plena e feliz como naqueles resplandecentes dias!  

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Mari e Jessica